O assunto de hoje é Home Office.

Vários movimentos mundiais tem apontado para que as pessoas se desloquem menos e trabalhem de casa. Claro que essa facilidade não e possível para todos. Depende de uma serie de fatores inerentes à atividade exercida em si, funcionários, se há ou não necessidade de receber clientes, espaço disponível, disciplina pessoal, entre tantos outros.

Mas se houver um conjunto de situações favoráveis, montar um escritório em casa é possível, com planejamento e foco na necessidade real de que vai ocupar o espaço.

Vale sempre lembrar que o trabalho não deve interferir no andamento da casa e vice versa. O primeiro passo para o fracasso desta rotina é quando o trabalho não flui por interferência da família ou se a família se sente invadida pelo trabalho. Estabelecer regras pode ser o ponto crucial para que a harmonia se estabeleça e todos fiquem satisfeitos com a nova opção.

Local:

Definir o espaço da casa onde será o escritório vai orientar todas as outras decisões seguintes: Pode ser desde cômodo inteiro especificamente dedicado à atividade, como também um local reduzido como o quarto de dormir, quarto de hospedes, sob uma escada, e até o corredor da casa.

Ergonomia:

O primeiro item a observarmos é a mesa de trabalho. Ela deve ter tamanho que atenda as necessidades, mas algumas medidas minutas devem ser levadas em conta em todos os casos. Horas a fio à frente do computador, por exemplo, exige uma bancada cuja profundidade seja suficiente para que a tela fique a uma distancia confortável aos olhos, cerca de 45 cm, e nesta profundidade também deve caber as pernas. Portanto a profundidade ideal da mesa é de 60 cm. A altura de mesas de trabalho é de 75 cm

Luz:

Claridade natural e sempre bem vinda. Cortinas semi transparentes filtram a insolação direta em podem dar mais conforto sem roubar claridade. E mesmo ambientes ricos em luz natural devem ter iluminação artificial própria para os dias nublados e para as noites de hora extra. A luz deve ser branca com temperatura de cor das lâmpadas variando em torno dos 6000k.

Conforto:

Aqui vale o investimento em uma cadeira confortável, que apoie a coluna, ofereça apoio aos braços, que os pés fiquem apoiados no chão ou num suporte e que tenha regulagem de altura para se ajustar a altura de cada pessoa.

Organização:

Fundamental para clareza de ideias e um ambiente sem poluição visual por causa de bagunça. Espaços para  armazenamento de documentos, livros, materiais e etc, devem ser planejados para que fiquem ou não expostos de acordo com as possibilidades de organização do ocupante. Para os mais organizados nichos e prateleiras resolvem bem a questão. Para os menos, armários ou nichos com portas escondem a indesejada “bagunça organizada”. Gavetas são sempre interessantes para os materiais pequenos.

 

Conforto acústico:

Algumas pessoas conseguem filtrar ruídos e trabalham nos lugares mais barulhentos possíveis. Mas trabalhar de casa, ‘teoricamente’, oferece ambientes mais silenciosos e calmos. Isso favorece a concentração e o foco.

Agua:

Ter por perto água e café pode ajudar a não perder o foco. Se a cada copo de água ou lanchinho for preciso ir até a cozinha, pode ser uma fonte de distração. Se for receber clientes em casa, lembre-se que ele está na sua casa mas não como visita. Ter o que oferecer sem sair do cômodo pode ser uma vantagem que de cara ainda mais profissional ao escritório.

Decoração:

E aqui vai o toque pessoal.

Assim como num escritório fora de casa, aqui se passará muitas horas do dia. E a grande vantagem é poder decorar e organizar da maneira que desejar. Ter plantas e poder cuidar.

Um escritório com a cara do dono ajuda o trabalho fluir melhor, a inspirações chegam através das referências de objetos de decoração e o estilo de cada um.

Vale investir tempo e recursos para que se torne uma ambiente agradável, funcional, prático e bonito.

Fontes da imagens: Pinterest, apartment therapy, decorology, simples decoração, cote maison